1. Pétalas e Folhas
Escolher um toro de miolo com a espessura adequada.
Com a
navalha de barba, talhá-lo longitudinalmente de maneira a obter um
molde de pétala ou folha.

Utilizando a mesma
navalha, cortar transversalmente o mais fino possível, a fim de se
obter as pétalas/ folhas.
Riscar, se for caso disso, cada uma das pétalas ou
folhas, utilizando o
riscador

2. Tiras de Miolo de Figueira
Colar os toros na
cortadeira e deixar secar a cola.
Regular a espessura do corte no parafuso existente para
o efeito na base da
cortadeira.

Com uma
faca adequadamente afiada apoiar sobre a
cortadeira e de uma única passagem cortar a (s) tira (s) pretendida
(s).
3. Pés de Flores
Proceda como o descrito no n.º 2, regulando a
cortadeira, a fim de obter tiras com a espessura de cerca de 2 mm.

Com a ajuda da
régua cortam-se estas tiras longitudinalmente, com uma
lâmina, seccionando-as em pequenas tiras com 2mm de largo.

Utilizando novamente a
régua, enrolam-se as tiras obtidas.

4. Pó de Miolo de Figueira
Escolher a quantidade de miolo desejada e deixá-lo secar
ao sol durante algum tempo, para eliminar qualquer vestígio de humidade.
Esfregar os toros de encontro a uma
lixa de madeira muito fina, por forma a obter o pó.
Com um
coador peneirar o pó obtido a fim de eliminar alguns fragmentos
maiores que sempre ficam.
5. Conclusão
Neste documento tentei fazer uma abordagem sintética aos
materiais utilizados, às principais técnicas e às ferramentas mais
usadas.
Pretendo, tão somente, que ele possa contribuir para o
despertar do gosto por esta actividade, pois se é verdade que com este
material se podem obter grandes obras, também é verdade que é preciso
partir deste ponto e que serão as necessidades e o próprio engenho do
artesão que o farão procurar novas técnicas e inventar novas
ferramentas, à medida que for progredindo.