Não se sabe ao certo como e quando apareceu a arte
de trabalhar o miolo de figueira.
Pensa-se no entanto, que ela tenha surgido no seio
dos conventos de religiosas que entre o Século XVI e o Século XIX
estiveram activos na Cidade da Horta.
Com o encerramento dos conventos, em 1834,
começaram a aparecer executantes entre a população e desde aí, esta
actividade tem-se mantido entre os costumes da nossa gente, de onde já
surgiram alguns nomes que se destacaram pela qualidade das suas obras.
Poderemos citar por exemplo:
• A Sra. D. Emília Madruga Ferreira que recebeu
uma Menção Honrosa por um trabalho que apresentou na “Grande Exposição
Universal de Paris”, na década de 40 do Século XIX;
• Sr. Lourenço Vieira Pimentel que em 1901 foi
premiado com a medalha de ouro da “Exposição d`Indústrias, Artes e
Ciências” realizadas em Ponta Delgada;
• P.e João Pereira e Silva a quem a PAN AMERICAN
adquiriu um navio em miolo de figueira, oferecendo-o posteriormente à
esposa do Presidente Roosevelt, que o apreciou tanto, que enviou uma
carta extremamente elogiosa ao seu autor;
• Euclides Rosa que expôs a sua colecção em vários
países do Mundo sempre com excelentes críticas, colecção essa que neste
momento constitui exposição permanente no
Museu da Horta.